18 de nov de 2013

Nostalgia de viagem! -2/3


Quanto tempo! Faz dois meses que postei a primeira parte da 'trilogia' de mini-histórias do meu intercâmbio de julho, onde eu separo algumas fotos do meu instagram que postei enquanto estava lá e conto mais detalhadamente do momento da foto. Nunca vi posts assim (não detalhando bem, como mini contos) e adoraria ver! E espero que estejam gostando. Não tem como descrever a saudade que cada uma dessas fotos e cada uma dessas palavras me dá. E é tão bom dividir isso! Além dessas oito histórias serem dos meus dias favoritos de lá. Se é que tem como escolher.


9. Quão alucinante é estar em baixo de uma montanha-russa que despenca a alturas de quase 100m a 148km/h? Se já estava surtando estando em terra firme, imagina então na primeira fileira? Na frente. Tive a seguinte vista enquanto ouvia os trilhos rangerem. Tec tec tec tec. Sempre nessa hora vem na cabeça aquelas histórias de brinquedos que caem e pessoas que morrem em parques. Principalmente em montanhas-russa loucas. E chegar na parte mais aguda. Nada mais para subir. Um segundo para todos perceberem a insanidade da altura em que estavam. E da queda de 89º (!!!) que iam sofrer. E nessa hora, costuma ter toda uma multidão (chegando no parque e a fila para o Leviatã- a dita cuja, como diria sua avó). A mão sua, o grito fica só na imaginação e a vontade de sair de lá é zero. E quando saí, ri tanto...! Como ainda tinha gente na fila com cara de indiferente? Provavelmente pulariam de paraquedas de um foguete e cruzariam os braços. Prefiro curtir meus 93m de queda, obrigada.

10. E depois de tantos anos ignorando unicórnios, me deparo com alguns de 'meu malvado favorito' SO FLUFFY do seu tamanho e bate aquela dor no coração de nunca conseguir carregar! E depois de cruzar a Wonderland trinta vezes e conhecer algumas lojinhas em que só conseguiria pagar vendendo meus órgãos na deep web, consegui encontrar um pequeno! Não era o do filme, mas era o meu unicórnio. Tô nem aí se ele tem cara de ser fã da erva.

11. Conhecer as Cataratas do Niágara é simular um daqueles filmes de marinheiro à beira de um naufrágio. Só que sem o naufrágio e com um monte de gente vestida de lixo azul. E se ter um conselho que posso dar para quem entrar no Maid of the Mist (o barco) é que vista o lixo azul, não leve câmeras que não possam molhar e não suba as escadas. Não dá para ouvir nada além do barulho da queda d'água. Não dá para ver nada além da água. É impossível virar o pescoço e a sensação de estar tão perto dos Estados Unidos e não poder ir... É a distância de uma ponte, de uma queda d'água, de poucos metros entre Ontário e Nova York. Ver toda aquela fumaça de água líquida (!) subindo e batendo no rosto, com gotinhas embaçando meus óculos e o sol refletindo nas gotas foi o mais próximo da tranquilidade que já cheguei. Posso ir de novo semana que vem?

12. Sabe-se lá quantas vezes entrei na Hot Topic e encarei aquela prateleira cheia de Manic Panic. Aquele clima de gente alternativa e música boa me fez querer comprar um tubo de cada cor e correr para o banheiro da residência fazer arte capilar. E entre Hot Topic e Forever 21 estavam meus pensamentos. Na verdade, eles acamparam no provador em frente a estante. Em cima das tintas, tinham embalagens de perfume em forma de caveira. Mas as tintas estavam tão baratas... 15 dólares por uma coisinha daquelas e pronto. Minha felicidade é muito barata. Então me rendi e comprei a azul. Ela era muito escura, mas sabia que no meu cabelo amarelo, faria um turquesa perfeito. Mas não. Não vou pintar até voltar para o Brasil. E mantive esse pensamento por dias, até me encontrar completamente desocupada altas horas da noite. Me lembrei de um acidente com VG que me deixou com mechas lilás e como foi emocionante ver um colorido aí no meio. Ah, uma mecha não faz mal, né? Sem o 'equipamento necessário', ficou um pouco complicado. Mas quem precisa de luvas quando se tem sacolas plásticas? Uma mecha atraiu minha atenção. Você ficaria linda turquesa. Espalhei a tinta diretamente. Deixei. Lavei. E quase chorei de tão perfeita que ficou aquela cor! Tão forte, tão azul; Tão bonita. Enrolei entre os dedos, ri, olhei no espelho, ri de novo, e não parava de sorrir... E lá se vai mais uma mecha. Só mais uma.

13. Ver um jogo de baseball para mim não seria o maior programa do mundo. Quer dizer, sei as regras e já joguei na escola e no Wii, mas mesmo assim. É quase como assistir golfe. Mas é como dizem, as companhias fazem o lugar. E com as pessoas certas, qualquer coisa vira uma loucura! Devo ter tirado mais de trezentas fotos em alguns celulares diferentes. Fotos que recebo até hoje. "Lembra desse dia?" Acho que cheguei a pagar dez dólares em uma latinha de Coca. E nesse trajeto entre o meu assento e meu refrigerante, fui parada por um grupo de gringos que começaram a me chamar de Shakira. A gritar 'Shakira'. Sorri, acenei, saí rindo e correndo arrastando uma amiga. Um japinha começou a rir também e parei com cara de interrogação. 'Só rindo porque você está rindo', ele disse. 'Ah, foram os caras que estavam me chamando de Shakira ali dentro'. 'Mas até parece!' Fiz minha dancinha waka-waka regular (não me importo de passar vergonha em lugar nenhum, juro!) até a namorada ciumenta dele arrastá-lo para longe. Repeti quando estava voltando e os mesos gringos 'me' gritaram novamente. Rendeu alguns aplausos e assobios. Foi, foi engraçado sim! E não me importaria de fazer isso em um jogo de golfe. É só saber aproveitar o que tem de bom. Sempre tem alguma coisa.

14. Meu sonho de consumo era uma câmera instantânea. Nem pensei em ignorá-la quando a vi na Best Buy por 100 dólares. Voltei para meu quarto louca para vê-la. Senti-la. Usá-la. Minha pulsação estava acelerada Boba, né? Acho não. Mas de tão afobada, quase não consegui encaixar o filme. Mas é tão simples que não rendeu muito esforço. Só umas pilhas comuns. Tudo bem que era noite e não tinha muita coisa fotogênica no meu quarto, mas só precisei de um embolado de compras na escrivaninha para formar meu cenário. Ligar foi fácil. Ajustar a luz também. Fiquei o mais parada possível e click! Sai o flash. Algo começa a subir e corro para observar a imagem se formar. Segurei as bordas com cuidado. Vai que minhas digitais interferem em algo? Esperei. Esperei mais. Mas por que não me avisaram que era só a proteção? Devo ter percebido isso depois de um minuto e meio. Me preparei novamente. Click. Flash. Sobe um retângulo diferente. Vi o branco tomando forma. Vi as cores tomando cores. Ouvi dizer que o calor que faz a imagem surgir. E sorri pelos olhos quando vi minha primeira foto sendo concluída. Tão linda.

15. E depois de duas câmeras, um bloco de polaroid, um apontador de Flexarel e uma Instax Mini 8, resolvi admitir. Era obcecada por câmeras. Sou, na verdade! Quando abri minha lista de desejos e vi mais umas duas ou três lomográficas no meio e sentir saudade das minhas fotos reveladas, senti isso. E as fotos estavam dando tão certo! Estava satisfeita. E já pensando na decoração fotográfica que arrumaria no meu quarto brasileiro ao voltar.

16. Um vestido pode mudar a vida de uma garota. E não necessariamente um vestido de casamento! Depois de repartir meu cabelo umas cinco vezes, maquiar, escolher o sapato e o que iria levar para a festa no barco, descubro que iria para lá... A pé! E nunca senti o vento tão bem quanto senti ao colocar o pé na rua. Entre rir e segurar o vestido foram uns trinta minutos até o barco. Tão pequeno pra tanta gente! Deviam ter umas quatro pessoas por metro quadrado ali dentro. Até aí, minhas mechas turquesa já tinham alargado e se espalhado um pouco mais. E mesmo com o vento por todos os lados, foi só começar a tocar uma música da Shakira para me lembrar do episódio-baseball e cair na pista! E arrastar algumas amigas comigo. E de lá, não arredo o pé! Minha sorte é que as festas canadenses nunca envolvem salto alto. Brasil, uma dica para você adotar, né? Quem se diverte com um apoio de 15cm? Eu com certeza não. Prefiro ir de sapatilha em vez de ficar descalço ou pegar um chinelo no final da festa, obrigada. E adivinha só? A comida da festa acabou em meia hora! O resto na noite foi sustento por água quente e na volta a noite (também a pé), já quase engolindo o próprio braço, montei um estoque de porcarias no quarto. Aliás, constantemente tinha um na minha mesa! Cookies, pão, pringles... O que desse para esconder, eu escondia. Acho que não vi uma formiga naquele país. Posso morar?

Gostaram? Algum deles vocês acham que daria uma boa crônica/conto? Para ver os posts da viagem, clique aqui;

7 comentários:

  1. Como você consegue lembrar tão bem das coisas? SOCORRO. Nostalgia atingindo níveis jamais imaginados pelos seres humanos aqui. :(
    são tantas cenas impagáveis que nem sei. sdds :(

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    1. Sinceramente? Não sei AHUAHUHA mas de escrever toda semana e ficar lembrando todo dia, acabo lembrando deeeeeetalhadamente. Dava meu rim pra fazer tudo de novo ;-;

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  2. Nossa Amanda, que lindo tudo. Sério. Senti a sua emoção só de ler as palavras e a sua saudade também. Tenho certeza que foi uma das melhores experiências para você! hahaa

    Beijoss

    shelikesrockn-roll.blogspot.com

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  3. Que viagem mais perfeita! Por favor faça mais viagens e me traga muitos mais posts como esse.
    Morri aqui vendo o video da sua visão no Leviatã!
    Bjs.
    http://aonly-dreams.blogspot.com.br/

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    1. Foi insano. Quem quiser me presentear com viagens, super aceito! kkkkkkkkk

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  4. Nossa que incrível, e meu deus que memoria boa para ter tantos detalhes!!! kkkkk

    simplesmenteassimj.blogspot.com

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  5. Esse unicórnio, uahushuahuhushuashuhuahuashushua
    Eu ri, mas também quero um <33333
    Achei alucinante essa montanha russa, e melDeus, acho que eu também pensaria nessa de brinquedos que despencam, pq né
    A maior que eu fui é relativamente pequena, foi em um daqueles parques que cada semana ficam em uma cidade .-.
    beijos e que Deus te abençõe ♡ Blog Like a Rock, Like a Roll (clique) | Fan page|Pesquisa | Espaço dos leitores (envie fotos, looks, covers, makes, etc..)

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