16 de set de 2013

Quanto custa o seu sonho?

Le Blog de Betty : Blog mode, blog tendances, photos de mode par Betty Autier

Tem sonho de criança que custa cerca de um dólar e cinco centavos.

Não sei em quantos reais se converte. Também não acho necessário. Mas foi em uma mansão enorme, enquanto subia uma torre alta e claustrofóbica de tão pequena e quente que vi uma máquina. Daquelas que sai um tipo de pingente de colecionador quando se coloca dinheiro. Instantaneamente coloquei a mão no bolso, em busca de uma moeda. Duas. Coloque aqui sua moeda de um dólar. Coloque aqui sua moeda de cinco centavos. Franzi a testa enquanto abria a carteira. Encontrei uma moeda de um e uma nota de vinte. Ei, tem cinco centavos? É, vou ter que trocar. Na máquina de refrigerante, talvez. Desci as escadas.
Sempre amei os janeiros. É a época de separar algumas roupas, comprar um livro no aeroporto e passar sete dias fora. O lanche do avião me deixava eufórica e sempre sentava na janela. Vez ou outra, visitava uma cidade turística. Com Sol, praia, óculos, miçangas. Sempre fui amante de bugigangas. Frequentava as feiras mais cheias e colecionei todo tipo de tranqueira. E passei por várias dessas máquinas. Nunca parei em uma. Como vou saber se essas moedas vão virar uma medalha, só por girar uma manivela com força? Sentir as engrenagens amassando e moldando, carimbando um pedaço de metal? Mamãe dizia ser desperdício de dinheiro. Daí nunca pude girar aquela manivela. Usava o um real para comprar uma daquelas bolinhas de borracha que quicam ao serem jogadas no chão. Ou um pastel.
No caminho para a lanchonete, tinham mais duas máquinas, no mesmo corredor. Peguei uma pepsi e entreguei ao rapaz a nota de vinte. Pedi o troco em moedas e guardei as desnecessárias. Mantive no bolso duas de cada para prevenir. Fui apressada em direção à mais próxima. Encaixei as moedas onde a máquina orienta e fiz força. Nem se mexeu. Droga. Emperrou. Fui em direção à próxima e usei as moedas reservas. Girei. Ufa. Consegui. Meus olhos inquietos sob as pálpebras encaravam a saída da nova moeda. Caiu. Segurei o metal frio e velho na palma da mão. Desenhei o relevo do desenho da cidade com o polegar. Percebi o quão boba era de acreditar que a medalha era feita de moedas reais. Mas era mais divertido pensar assim. A Amanda de hoje não tem sonhos tão fáceis de se conseguir. Mas é tranquilizante realizar um sonho antigo. Mesmo que seja simples, como girar uma manivela.
Porque é assim que vemos se um sonho vale à pena. Quando o custo vira um nada perto do seu valor. Não importa se custa cinco ou cinquenta se te faz bem só de ver. Ou de ter na palma da mão. Não é desperdício quando suas moedas compram um sonho. Mesmo que não seja quentinho. Mesmo que não tenha acabado de ser formado.

2 comentários:

  1. lol parei para pensar agora hehe ..................................................

    me veiona cabeça alguns sonhos perdidos de criança que hoje eu consigo realizar (bora bora)!!

    gostei da forma como esse texto foi diferente e me fez relembrar coisas antigas,nostalgia? talvez haha

    beijão :P

    sonhos-perdiidos.blogspot.com.br/

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  2. "Porque é assim que vemos se um sonho vale à pena. Quando o custo vira um nada perto do seu valor. " ♥
    Sabe o que é triste? Perceber que a vida te mudou tanto, que você já não tem mais sonhos...

    Novembro Inconstante

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