4 de set de 2013

Abusos do dia-a-dia

Fotos de Hateful

2013 foi um ano de descobertas fascinantes. Uma delas é a do tempo. Sabia que vivemos no passado? É sério. Quem aí lembra daquela música do Pink Floyd, another brick in the wall? É estúpido pensar que um dia o mundo foi assim. "We don't need no education, we don't need no thought control. No dark sarcasm in the classroom. Teachers leave them kids alone". Parece uma realidade distante, né?

Bom, mas não é.
Hora dos 'meus causos'. Tive vários ao longo do ano. O primeiro deles foi na primeira semana de aula, em que levei patadas no meio da aula sem nem sequer dirigir a palavra a ele (ou a qualquer um). Presenciei vários também, mas vou manter o foco em dois:

Em junho, por exemplo. O primeiro horário da aula a tarde. Chegamos (eu e mais dez pessoas) 3min atrasados (alguns segundos depois da professora, que trancou a porta na nossa cara assim que fomos entrar) e fomos todos mandados para a biblioteca. Nossa tarefa foi escrever, naquele horário, 100 vezes 'Não vou me atrasar para a aula de química'. 10 pessoas escreveram. Eu preferi não me submeter a essa idiotice de quem vê mais Simpsons do que deveria e escrevi de tudo. A professora, se deliciando com sua brincadeirinha, no dia seguinte "Contei para os meus colegas. Eles adoraram a ideia. Rimos muito". Dedicou também alguns minutos da aula em muitas tentativas de 'humilhação pública' direcionada à minha pessoa."Mostrando sua superioridade". Sinceramente? Não ouvi. Só lembro de um pedaço que era mais ou menos "em casa, você obedece aos seus pais, e aqui, obedece a mim", e afirmou que ia me tirar dois pontos por 'não cumprir a atividade proposta'. E não é que a vadia tirou? Minha mãe chegou a mandar um email potente de reclamações/indignações à escola que respondeu... Merda nenhuma! É sério, não dá a mínima. Escolas sempre têm carinho pelos alunos, e está comprovado ainda mais, com direito a onze testemunhas (no mínimo). Aliás, ouvi gente falando que 'é direito dela fazer isso'. Ok.

E para quem acha que acabou, hoje teve mais.
16 pessoas não fizeram um para casa. Cinco questões, nada demais. Mas o professor resolveu que não estava a fim de ter a presença dessas 16 pessoas (olha eu aí de novo) e mandou todo mundo para a biblioteca. Escrever 100 vezes? Nãão! Copiar um capítulo do livro. Tudo. Eram 36 páginas (ou folhas, não me lembro mais) que seriam entregues. Foi hoje, então ainda não sei o que pensar a seguir.

Alguns outros casos:

Lueine (aos 8 anos) também já passou por algumas situações. "A professora pediu pra ninguém da sala falar comigo, e quando eu pedia pra ir ao banheiro, era a única que não podia ir. Quando a professora deixava finalmente, quando eu estava voltando do banheiro ela ficava na porta e fazia um sinal pra sala, quando eu entrava todo mundo começava a rir, perguntava pra todo mundo oque era mas eles falavam "A professora disse que não é pra gente contar pra você".

Um dia também teve uma 'inspeção' na sala pra saber os alunos que estavam com piolho, e ela que penteava os cabelos pra saber, um menino q era muito humilde e morava perto de casa todo mundo já sabia q ele tinha piolho, ela deixou eu e ele por último, penteou o cabelo dele depois com o mesmo pente passou no meu. 
Ela começou depois a proibir do resto da sala de falar comigo, aguentei um ano assim, contei pra minha mãe ela foi na escola a professora disse que eu era a problemática e que agente devia ter problemas em casa porque eu era agressiva (????? o.o) Ela fez muitas coisas rs a última foi quando ela casou e chamou 7 alunos que eram preferidos dela, ela escreveu na lousa da sala de aula na última aula: "Aqui são 7 alunos preferidos meus que estão convidados pro meu casamento" E colocou o endereço. Ela virou pra mim e disse: Você não está convidada. - e riu alto. (ela ria igual bruxa, na real.) Eu virei pra ela e disse: Bom, eu nem queria ir mesmo, porque sei q ele vai te trair e você vai ter um bebe gordo. (ela era obesa, nada contra, mas como ela era o demônio eu falei isso pra ela ficar com raiva.) Anos se passaram e quando eu estava lá com meus 18 ou 19 anos, noiva, fiquei sabendo que o marido dela tinha pedido o divórcio e que tinha traído ela com uma aluna, e o filho tava com obesidade mórbita e precisava de cuidados por isso ela largou a escola e não trabalhou mais e estava com depressão."
O caso da Beatriz também foi tenso: "Mas ela era professora de matemática e física, desde o começo eu sentia que ela me tratava de uma forma diferente, ela era muito simpática com meus amigos e sempre ajudava quando eles precisavam (em relação a nota) comigo era bem diferente, não me cumprimentava, nunca falava comigo e quando eu tinha duvida ela respondia de uma forma tão seca, como se não tivesse vontade nenhuma de me responder. E isso foi durante a metade daquele ano, nas provas sempre as que eu acertava eram as que "valiam menos" e por isso minhas notas, isso era o que ela me falava quando eu perguntava. Eu achava que era coisa da minha cabeça, até que um dia minha amiga comparou as nossas provas, ela tinha acertado 3 enquanto de 6 questões e tirou 3,75 e eu tinha acertado 4 e foram as mesma questões que as delas e eu tirei 2,5 foi ai que eu percebi que não era da minha cabeça. Eu nunca fui boa em fisica, mas sempre fui muito logica, então nas lições de casa eu nunca fazia os cálculos que o resto fazia, eu usava regra de 3 e sempre dava certo, então no dia que ela pegou as apostilas, ela falou que o todos os meus calculos eram rabiscos e que eu copiava respostas. Como se não bastasse ela foi a frente a sala e começou a jogar indiretas dizendo que havia alguns alunos que colavam e que eram preguiçosos etc... Depois disso eu n fazia mais nada da materia dela, tudo que fazia ela me criticava e me tirava pontos. Ai em um dia teve uma prova e eu tava passando muito mal, mas mesmo assim eu fiz e em uma delas eu fiz todos os cálculos certo e por besteira dei a resposta final errada, ela pegou minha prova e começou a me chamar de burra e rir de mim junto de alguns alunos. Foi o dia mais humilhante para mim, fiquei com tanta raiva que comecei a estudar muito, muito mesmo! Não aguentava mais ouvir calada, então comecei a responder, nas provas eu comecei a acertar todas as questões e várias vezes ela tentava achar alguma coisa pra abaixar a nota, mas ai eu levava pra outro professor. Isso só acabou quando ela saiu da escola, que foi mais ou menos no meio do meu 2 ano."
Já a Gabrieli "Disse que não éramos dignos de amarrar o cadarço do sapato dele. Resumindo: demitido" e no da Camila, na faculdade, "Não fui eu exatamente, foi uma turma inteira. Mas filmamos, colocamos bo youtube e buscamos um processo contra a professora. No final, ela foi tirada do nosso departamento." Pois é. Tem do infantil até a faculdade, e o tratamento sempre de um professor mal educado do pré.

Então, baseado nas histórias e no que você já deve ter ouvido por aí, ainda acha que estamos 'tão evoluídos' assim? O descaso é tão grande que nunca vi coagitarem que talvez os alunos estejam sim certos! E nunca pararam para prestar atenção em nós. Os professores são os donos da verdade e nós somos o lixo que apenas escuta e obedece. Deixando de lado que eles trabalham para nós. Deixando de lado que estão nos 'educando', e para isso é preciso ter um mínimo de respeito.
Quando fui para o Canadá, fiz uma prova oral para me encaixar em um nível. Uma das perguntas foi "o que um professor precisa ser?" e não precisei pensar para dizer 'amigo'. Simpático. Respeitoso. Bem humorado.
Professor é gente, e devia agir como o tal. E nos tratar como tal. Nunca aceite ser tratado como menos do que isso.

Leia também: O lado negro da escola e tudo mais
Assista: A escola é um saco
Ouça: Another brick in the Wall (pt. 2)
"Wrong, Guess again!
If you don't eat yer meat, you can't have any pudding.
How can you have any pudding if you don't eat yer meat?
You! Yes, you behind the bikesheds, stand still laddie!"


Find Your Freedom

5 comentários:

  1. Acredite, professor assim - infelizmente - terá sempre e em todo lugar, inclusive na faculdade. Minha turma de formandos, olha só, está passando por uma situação assim.
    Professor q ñ prepara aula; que puxa saco de aluno $.$; sem ética e/ou profissionalismo, chega mega atrasada nas aulas de sábado. Sim, sá-ba-do. E ainda assim se acha a melhor professora do curso. Estou de saco cheio.

    'Tá na hora dos alunos se levantarem contra isso, e mostrar q temos o respeito, a educação e a responsabilidade que eles não têm.

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  2. Ah... Eu acho esse um assunto tão delicado. Existem professores ótimos, e professores horríveis. O mesmo para os alunos. Mas agora, vamos focar no tema, né?
    Professores são como pais, guias. Deveriam ser uma referência das boas, mas pelo menos no Brasil isso está longe de acontecer. Eu nunca passei por um abuso prolongado, mas uma vez, em uma apresentação na escola, na frente de mais de 100 alunos fui humilhada pelo meu professor. Já fui zoada, sabe? Mas nunca me senti recolhida. Mas nesse dia, dei amém pela aula ter sido a última e por terem ido me buscar cedo. Pois quando entrei no carro desabei em choro. Só sabia chorar. Chorei por horas e depois dormi o dia todo.
    No outro dia na escola? Só falavam isso no primeiro ano. Mas como sei me controlar, tudo acabou bem. Mas ainda tive que ouvir mais piadinhas maldosas de alguns alunos. A maioria ficou do lado do professor, viu? Sendo que o mesmo poderia acontecer com eles. Eu meio que me arrependo de não ter processado ele. Só não o fiz pois gostava muito da coordenação. Mas pensa que o povo esqueceu? Até no terceiro ano, lembraram e riram disso. Dei amém por não estar na aula.
    E esse professor? Toca o terror até hoje. Ele vai sair da escola? Improvável. Ele é sobrinho de um dos donos. E poucos tem coragem de se opor a ele. Ele diz que age dessa forma para o primeiro ano ser marcante. É brincadeira?
    E tirando esse problema, já tive uma professora (na mesma escola) que me chamava de lerdinha, burrinha (séeeeeeeeerio, mas eu devolvia na mesma; e o que me deixava feliz era que não era só comigo, chegaram a xingar ela e tudo, mas ela mereceu) e quando tirava notas boas, ela dizia que "fui eu que dei, nem tava certo". Cara de pau é pouco, né?
    E professores que são cruéis quando você apresenta um trabalho? Uma vez um professor me olhou de modo tão rígido enquanto eu me atrapalhei com as palavras (pois depois da humilhação do primeiro caso, fiquei meio travada com apresentações)que sai quase chorando da frente do palco e pedi para a minha amiga continuar. Fui para o banheiro e algumas amigas ampararam. Mas e ele? Eu que me fodesse né? hahaha
    Mas também já tive professores anjos. Que quando me via triste sentava ao meu lado, abraçava... Enfim. Mas um professor mal intencionado pode causar males terríveis na vida de um jovem. No meu caso não foi tanto, mas alguém bem próximo de mim está com distúrbios de personalidade, pois quando criança (3 anos de idade) a professora beliscava, batia... E isso é muito, muito triste. Professores deveriam ser uma boa projeção em relação ao futuro e não o contrário.
    Desculpe pelo comentário imenso, se você não ler, vou até entender. É que eu me vi nisso tudo... Nunca deixo de vir aqui, viu? Eu só viro meio fantasma de vez em quando. Mas eu amo seu blog. HAUHAHA Beijão. E obrigada pelo espaço. Gostei de ler histórias de outras pessoas sobre. Abração! Beijão! kkkkk
    E velho, isso dá tua escola é um absurdo! lol kkkk Não estudaria ai nem a pau! Ainda bem que a pior parte da vida de estudante já passou. Apesar de eu não ter tido tantos problemas com professores, prefiro a distância. E na faculdade ela é maior. *amém*

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    1. Sabe que eu amo seus comentários? Sério. Você é uma das minhas leitoras favoritas IUAHSIUHAIUH super concordo contigo, tenho/tive professores que são uns amores, fazem tudo por mim, são ótimos para conversar e tudo mais. Dá até vontade de gostar da matéria (no caso daquelas que não batem com a gente). Nossa, nem fala que aqui tá um SACO! >>>>>>>eu<<<<<<<<<<< e apenas. Muitas das vezes que postei de mal humor foi por causa de professores. Já fiz de tudo pra sair daqui mas... 'Apenas' mais um ano. uf aparece maissssss <33

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  3. Sabe que quando eu estava no 2º ano do fundamental(tinha uns 6/7 anos) minha professora me tratava mal por que descobriu que a filha dela tinha escoliose (mesmo problema que eu só que bem pior) e eu tenho dislexia(trocas de letras e etc), então, indiretamente me tratava como a ~burra~ da sala, me dava lições diferenciadas e tudo. Mas ai um dia me segurei no poste da rua e disse que preferia que me dessem uma surra ao invés de ir pra escola,ai, finalmente sai daquele antro de tortura hahahaha.

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