29 de abr de 2014

Incompletos

JllJ

Já entendi como vou te deixar ir. Quer dizer, ir embora você já foi. Mas está acampando na minha cabeça e tempestade nenhuma te tira daqui. Não vai porque tem pendências e é persistente quanto a elas. Amo isso na versão sua que criei para mim. Aquela que existia de verdade anos atrás.
Não vou te tirar aqui te excluindo das redes sociais ou te chamando de mesquinho para minhas amigas. Não vou apagar nossas fotos (as que ainda restam, pelo menos) ou exorcizar seu nome. Não vou gritar com você nos meus sonhos e nem escrever uma 'carta de despedida' que nunca será mandada ou postada. Não vou me agarrar em seu tornozelo esperando uma separação pior. Não vou me desvalorizar de novo.
Porque ainda te considero. Ainda é o meu idiota e ainda sinto sua falta. Mesmo que não sinta a minha, tudo bem. Não posso te cobrar isso. Mas não posso deixar as pendências passarem. Preciso consertar meus erros. E você também.
Aprendi a superar o orgulho e estou pronta para pedir algumas desculpas. Descobri, enquanto escrevia sobre nós, uma forma de seguir em frente. Havia decidido que iria apagá-lo quando acabasse de escrever, mas sou mais forte do que palavras ultrapassadas. Ideias ultrapassadas. Preciso de ver, por cinco minutinhos, e ter sua atenção. Sem me esnobar ou fingir que não existo, por favor. Porque é um acordo de paz e só vai funcionar se eu me sentir segura, e não pequena, como você sempre pensou. Minúscula. Miúda.
E preciso que você me escute. Com atenção, com carinho, e me incentive a tirar tudo o que estiver entalado, coçando a garganta, e o que esquecerei de dizer. Afinal, sempre esqueço. Quero ficar bem com você, mesmo sem nunca mais te ver.
E quero que fale também. Resolva sua parte. Me toque para eu saber que consegui cumprir minha dívida e que não há ressentimentos entre nós. Me dê um abraço honesto de quem entende e concorda com nosso acordo. E dê as costas para me livrar do peso de perceber que te perdi de novo. 
E não precisa me excluir de suas redes sociais e me privar de suas histórias. Não precisamos ser amigos, mas não me dissipe de seu passado. E vou ter, enfim, boas lembranças sobre você. Seu nome não vai mais me causar mágoas e vou poder, finalmente, ser mais completa. Ou menos incompleta. O mesmo vai valer para você. Acredite. Sei que no fundo, isso te perturba também. Espero.

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Um comentário:

  1. Meu Deus seu texto auto-descreveu o que sentia até algumas semanas atrás, mas felizmente segui a risca e bem, hoje me sinto muito mais leve :3

    http://pequenamiia.blogspot.com.br/

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